segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

RESPEITO A DIVERSIDADE RELIGIOSA: CAMINHO PARA A PAZ!

Por: Adilza Cristina - Blog Alfinetes e Bombons

A Intolerância Religiosa é um conjunto de ideologia e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões. Em caso extremo esse tipo de intolerância torna-se uma perseguição, sendo assim, é definida como crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana, a perseguição religiosa é de extrema gravidade e costuma ser caracterizada pela ofensa, discriminação e até mesmo atos que atentam contra a vida de um determinado grupo.
21 de Janeiro: Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa,(que eu particularmente preferia chamar de Dia Nacional de Combate ao Desrespeito Religioso - sim, porque eu não preciso TOLERAR a religião d@ outr@, eu preciso mesmo é respeitar toda e qualquer religião) a data foi oficializada pela Lei nº 11.635/2007, em homenagem a Sacerdotisa Gildásia dos Santos e Santos, mais conhecida como Mãe Gilda, Ialorixá do Terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador/BA. Mãe Gilda morreu (2000) de enfarte, após ver uma foto sua publicada na Folha Universal da Igreja Universal do Reino de Deus, acompanhada de texto depreciativo sobre sua vida e sua religião. Semanas antes, o terreiro de mãe Gilda fora invadido por evangélicos dessa mesma igreja. A Igreja Universal, responsável pela publicação foi condenada pela justiça a indenizar a família da Ialorixá.
O Brasil, desde 1890 é considerado um país Laico, concretizado pelo Decreto nº 110-A de 07/01/1890, sendo assim, um país que não tem uma religião oficial e ainda, que o Estado deve se manter neutro e imparcial às diferentes religiões. Desde essa data já se passaram 123 anos e ainda assim vimos nos dias atuais representações católicas nas escolas e nos mais diversos departamentos/secretarias dos poderes constituídos que representam o Estado, vimos gabinetes de prefeitos sendo abençoados por padres e missas em ação de graça pelas vitórias eleitorais, nada contra a Igreja Católica, mas, no mínimo, uma representação da diversidade dos grupos religiosos deveriam ser convidados  a fazer esse trabalho, coisa simples mas de resultado grandioso, seria os nossos representantes legais, dando exemplos.
Rede Ecumênica de Juventude
A liberdade de expressão e de culto são assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Ainda assim, os meios de comunicação nos dão conta de que as religiões que mais sofrem o preconceito, a discriminação, perseguição, são as de matriz africana, e isso se dar, acredito, pela falta de informação. Não se defende o que não se conhece!
No meu caminhar, ao longo desses 50 anos, tive o privilégio de frequentar:
* Na minha infância - centros de Umbanda e Jurema com a minha querida avó materna D. Cristina;
* No início da minha adolescência, frequentar aos sábados a Escola Sabatina da Igreja Adventista com a minha querida e saudosa D. Beatriz, foram anos de aprendizado;
* De participar ativamente, na década de 70 de grupos da Juventude Católica (Teologia da Libertação) e tive a honra de conviver com grandes padres a ex: Mário Marangon; Elny Sampaio e Reginaldo Mazzon;
* Na fase adulta de frequentar o Centro Espírita Deus Cristo e Caridade e o Lar Bezerra de Menezes, com a minha mãe D. Carmelita;
* De colaborar com projetos sociais do Ilê Axé Oyá Ogumtô (conhecido nosso como Terreiro de Pai Tota).
No meu rol de amizades estão: candomblecistas; Umbandistas; Juremeiros; Evangélicos; Católicos, Muçulmanos,  Budistas, Espíritas... Com tod@s el@s, aprendo um pouco a cada dia, e esse pouco ajuda-me a seguir um único caminho o do respeito a todas as crenças.
Aproveito a data para saudar em nome de:
Pr. Edson Lima e Pr. Jônatas, tod@s @s evangélicos;
 Aliete, tod@s @s Espiritas;
Pe. Eliseu Santos, tod@s @s Católicos
João Oliveira, tod@s @s muçulmanos;
Neto De Oxum, tod@s @s Juremeiros;
Tota e Júnior Camarim; tod@s @s Candomblecistas;
Waltemir Chaves, tod@s da  religião judaica;
E de dizer, a responsabilidade de vocês é muito grande no combate a intolerância, é preciso ensinar aos seguidores/fiéis que pode-se julgar homens e mulheres por suas ações e nunca pelas convicções religiosas que apregoam!

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